Protótipo DTV+ abre caminho para transmissão 8K e anúncios segmentados
Ministério das Comunicações apresentou, em parceria com Anatel e EBC, a primeira estação de testes da TV 3.0 em Brasília, validando recursos que devem redefinir a experiência da televisão aberta no Brasil.
- Em resumo: fase piloto testa imagem até 8K, som de cinema e interatividade antes da adoção nacional.
Como a estação de Brasília vai moldar o padrão nacional
Instalada dentro da estrutura da EBC, a plataforma avalia o conjunto de tecnologias reunidas na sigla DTV+, base da futura TV 3.0. De acordo com o cronograma oficial, os resultados balizarão a expansão para outras capitais, replicando o modelo de adoção gradual visto no desligamento do sinal analógico. Especialistas destacam que a arquitetura é inspirada em modelos externos, como o ATSC 3.0 norte-americano, segundo análise do Canaltech.
“Em vez de ficar passando de canal em canal, você terá o aplicativo de cada emissora, algo mais próximo do que já vemos hoje nas Smart TVs”, explicou Wilson Diniz, secretário de Comunicação Social Eletrônica do Ministério das Comunicações.
Do analógico ao digital: o que muda para o telespectador
Além da resolução 4K e até 8K, o padrão permite som imersivo com múltiplos canais, publicidade segmentada e respostas em tempo real a enquetes ou compras durante programas ao vivo. Na América do Norte, cobertura semelhante elevou a audiência das emissoras locais que aderiram ao ATSC 3.0, impulsionando receitas com anúncios personalizados. No Brasil, a expectativa é que o decreto assinado em dezembro de 2025 acelere parcerias entre fabricantes de televisores, emissoras e operadoras de internet para garantir a compatibilidade dos aparelhos antes do início da transição em massa.
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Crédito da imagem: Divulgação / EBC