Petróleo caro, juros nas alturas e entrada recorde de dólares turbinam a moeda brasileira
Real brasileiro – A divisa nacional sustenta, há uma semana, cotação inferior a R$ 5 e já acumula valorização de 10,4% em 2026, segundo levantamento da Elos Ayta Consultoria divulgado recentemente.
- Em resumo: Real lidera ranking de 27 moedas e atinge o menor patamar desde 25 de março.
Commodities fazem dólar sobrar no mercado doméstico
O rali das commodities, capitaneado pelo barril de petróleo acima de US$ 90, ampliou a entrada de divisas no país — dinâmica semelhante à vista logo após o início da guerra na Ucrânia. De acordo com dados da Reuters, a cotação internacional do Brent avança mais de 15% no acumulado do trimestre, reforçando a balança comercial brasileira.
“A escalada das matérias-primas gera superávit externo robusto e fortalece o real”, explica Leonardo Santana, especialista da Top Gain.
Juro real de dois dígitos atrai capital estrangeiro
Mesmo com o corte recente, a Selic segue em 14,75% ao ano — taxa que, descontada a inflação projetada de 4,8%, mantém o Brasil entre os líderes globais de juro real. A perspectiva de flexibilização mais curta que o previsto, defendida pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, aumenta a segurança para o investidor estrangeiro. Apenas até 16 de abril, aportes externos somaram R$ 67,3 bilhões na B3, impulsionando o câmbio.
Fiscal e eleição podem inverter o jogo
Analistas lembram que a trajetória não está garantida. Ano eleitoral costuma tensionar o orçamento e, se o governo elevar gastos além do teto, o risco fiscal pode reacender a demanda por dólares. Esse eventual “freio de arrumação” faria a moeda americana ganhar fôlego e pressionar o real.
O que você acha? O real manterá o fôlego até o fim de 2026 ou o quadro fiscal deve virar o placar? Para mais análises de mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Poder360