Cessar-fogo prestes a expirar amplia riscos na região do Golfo
Donald Trump afirmou que o Irã teria cometido “inúmeras” violações ao acordo de cessar-fogo firmado entre os dois países, alertando que Washington “não ficará de braços cruzados” diante das supostas quebras. A declaração intensifica o clima de instabilidade poucas horas antes do prazo oficial para a trégua expirar.
- Em resumo: Casa Branca fala em diversas infrações; Teerã nega e classifica a acusação como “provocação política”.
Denúncias de Washington e a reação imediata de Teerã
Em comunicado divulgado na noite de terça-feira, o presidente norte-americano disse possuir relatórios de inteligência que comprovariam disparos de foguetes e movimentação de milícias aliadas ao corpo da Guarda Revolucionária. Pouco depois, o Ministério das Relações Exteriores do Irã rejeitou as alegações, chamando-as de “infundadas” e lembrando que os EUA “mantêm sanções ilegais” contra o país, segundo reportou a agência Reuters.
“Estamos monitorando inúmeras quebras do cessar-fogo. Se continuarem, responderemos com força decisiva”, enfatizou Trump, sem detalhar os supostos incidentes.
Histórico de confrontos e prognóstico dos analistas
As relações entre Washington e Teerã se deterioraram desde 2018, quando os EUA se retiraram unilateralmente do Acordo Nuclear de 2015 e restabeleceram sanções econômicas severas. Desde então, ataques a petroleiros no Estreito de Hormuz, a derrubada de drones e o assassinato do general Qassem Soleimani elevaram o patamar de tensão. Especialistas ouvidos por centros de estudo em defesa observam que, sem uma extensão formal da trégua, “quaisquer incidentes de fronteira podem servir de gatilho para um confronto amplo”, sobretudo porque ambos os países enfrentam pressões internas em ano eleitoral e de crise econômica.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters