Brasília avalia resposta dura à ordem de expulsão emitida por Washington
Lula – Em conversa com jornalistas na Alemanha, o presidente sinalizou que poderá adotar “reciprocidade” contra cidadãos norte-americanos no Brasil depois que Washington determinou a saída do delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho dos Estados Unidos.
- Em resumo: Delegado que cooperava com o ICE foi obrigado a deixar o país, e Planalto fala em retaliação.
Expulsão acende alerta diplomático
Na última segunda-feira, o Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental do governo dos EUA divulgou que um “funcionário brasileiro” tentou burlar pedidos formais de extradição para fins políticos – referência a Carvalho, segundo confirmou a Embaixada norte-americana. Em resposta, Lula declarou que “se houve abuso americano com nosso policial, faremos a mesma coisa”. A repercussão gerou consultas imediatas do Itamaraty, enquanto o ministro Mauro Vieira classificou o informe como “sem fundamento” e aguarda explicações de Washington, conforme noticiou a CNN Brasil.
“Não aceitaremos essa ingerência e esse abuso de autoridade que algumas pessoas americanas querem ter em relação ao Brasil”, afirmou o presidente na porta de um hotel em Hannover.
O peso da reciprocidade nas relações Brasil-EUA
Medidas de reciprocidade – que podem incluir restrição de vistos ou convocação de diplomatas – já foram usadas por Brasília em 2019, quando o então governo norte-americano endureceu exigências de entrada para brasileiros. Analistas veem o episódio atual como teste para a cooperação policial inaugurada há duas décadas, sobretudo no combate a foragidos da Justiça. Segundo dados do Departamento de Estado, mais de 100 operações conjuntas foram realizadas desde 2010, mostrando que uma escalada pode travar investigações sensíveis nos dois países.
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Crédito da imagem: Divulgação / G1