Sem acesso a vídeos e laudos, parentes pressionam órgãos federais por transparência
Luiz Phillipi Machado de Morais Mourão — investigado como suposto “sicário” do empresário Daniel Vorcaro — morreu em 6 de março após dois dias sob custódia na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Belo Horizonte, e sua família afirma continuar sem acesso às gravações internas e ao inquérito que apura o caso.
- Em resumo: advogados dizem que PF, STF e IML não liberaram provas nem laudo necroscópico.
Advogados contestam narrativa de suicídio e pedem provas
Em nota enviada à imprensa, os representantes legais alegam que Mourão mantinha “amplo convívio social” e não apresentava histórico depressivo, o que contraria a hipótese de autoextermínio divulgada pela corporação. Segundo eles, a ausência de imagens das câmeras de segurança e de documentos técnicos “impede a compreensão do que realmente ocorreu”. De casos similares envolvendo custódia policial, relatórios da BBC News mostram que a liberação rápida de evidências costuma reduzir ruídos e fortalecer a confiança pública.
“A imputação de ‘sicário’ é de extrema gravidade e carece de elementos concretos”, diz trecho da nota que promete buscar “elucidação técnica e integral dos fatos”.
Operação Compliance Zero e os próximos passos jurídicos
Mourão foi alvo da 3ª fase da Operação Compliance Zero, investigação que mira suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro vinculado ao Banco Master. A família deseja ter acesso a todo material produzido na ação para verificar a coerência das acusações e decidir eventuais medidas judiciais.
No Brasil, mortes em custódia costumam mobilizar o Ministério Público Federal, que pode solicitar perícias independentes. Estatísticas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que, somente em 2025, ao menos 112 pessoas faleceram sob guarda estatal, elevando a pressão por protocolos de transparência e gravação contínua em unidades de detenção.
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Crédito da imagem: Divulgação / Polícia Federal