Entenda o que motivou a saída repentina de Nicholas Cardoso
Nicholas Cardoso – presidente do Rioprevidência – foi exonerado pelo governador em exercício na última quarta-feira, horas depois de o Ministério Público solicitar judicialmente o seu afastamento.
- Em resumo: o chefe do fundo de pensão do Rio deixa o cargo em meio a investigação sobre a condução das finanças do órgão.
Pressão do MP acelera decisão palaciana
O pedido de afastamento, encaminhado pelo Ministério Público do Rio, apontou possíveis irregularidades na administração do fundo. Diante da movimentação, o governador em exercício publicou a exoneração no Diário Oficial do Estado, medida que, segundo apuração do portal G1, foi vista no Palácio Guanabara como forma de “estancar a sangria” política.
“O Rioprevidência precisa passar por uma gestão técnica e transparente para garantir o pagamento de aposentadorias”, afirma trecho da representação do MP.
Impacto financeiro e histórico de crises no fundo
Responsável pelo pagamento de cerca de 460 mil aposentados e pensionistas do funcionalismo fluminense, o Rioprevidência administra um patrimônio superior a R$ 200 bilhões, lastreado sobretudo nos royalties do petróleo. Nos últimos anos, o fundo já enfrentou déficit superior a R$ 18 bilhões e entrou em programas de recuperação fiscal.
Analistas lembram que, em 2016, a autarquia precisou antecipar receitas futuras para honrar a folha, operação que segue sendo investigada. A troca no comando agora reacende o debate sobre a sustentabilidade do sistema previdenciário estadual e pode atrasar negociações com credores internacionais.
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Crédito da imagem: Divulgação / Rioprevidência