Liberação recorde pressiona Senado às vésperas da votação de Messias
Governo Lula – A poucos dias da sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o Executivo comprometeu R$ 12 bilhões em emendas parlamentares, elevando para 58% o total empenhado que, por lei, deve ser pago até junho.
- Em resumo: Aceleração na liberação de verbas coincide com articulação para obter ao menos 41 votos no plenário e garantir Messias no STF.
R$ 10,7 bi já contam para a meta obrigatória do semestre
Do montante total, R$ 10,7 bilhões fazem parte dos R$ 17,3 bilhões cujo pagamento é obrigatório no primeiro semestre, conforme a Lei de Diretrizes Orçamentárias. Em 1º de abril, apenas 2% desse valor estava reservado; agora, o percentual supera 58%, segundo levantamento do serviço de monitoramento orçamentário citado pela Reuters.
“Faltando 62 dias para o encerramento do prazo, o governo pagou somente 2,28% das emendas, mas já separou recursos para quitar mais da metade delas”, aponta o relatório interno obtido pelo G1.
Disputa por votos expõe força das bancadas e histórico de emendas
O PL, maior bancada de oposição, lidera o ranking de recursos reservados, com R$ 479 milhões, seguido por MDB (R$ 372,7 mi) e PSD (R$ 366,2 mi). Já o partido do presidente, o PT, ficou com R$ 281,2 mi. O movimento retoma a prática intensificada durante a chamada “emenda PIX”, criada para dar rapidez às transferências a estados e municípios sem destinação carimbada, modelo que substituiu o antigo orçamento secreto após decisões do STF.
Especialistas lembram que, em 2023, a execução de emendas individuais bateu R$ 26 bilhões, recorde desde que se tornaram impositivas em 2015. Para 2026, o piso constitucional de 2% da Receita Corrente Líquida mantém a pressão sobre o caixa da União, exigindo ajustes mensais no Tesouro para cumprir a nova regra fiscal.
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Crédito da imagem: Divulgação / Leonardo Sá/Agência Senado