Entenda por que o Coritiba não poderá negociar três peças-chave neste Brasileirão
Coritiba vê seu planejamento de mercado virar do avesso após a confirmação de que Lucas Ronier, Pedro Rocha e Vini Paulista atingiram o novo teto de 13 partidas na Série A, imposto pela CBF para 2026.
- Em resumo: o trio não pode mais reforçar nenhum outro clube da elite nesta temporada.
Como a mudança de regra pegou os clubes de surpresa
Anunciada em janeiro, a atualização do regulamento amplia de seis para doze partidas o número de jogos permitido antes de uma transferência interna. A partir do 13º compromisso, o atleta fica “blindado” – o que ocorreu na derrota para o Grêmio, na última rodada, quando Ronier, Pedro Rocha e Vini atingiram o limite. Segundo a ESPN destaca, dirigentes de vários clubes alegam que precisaram rever listas de negociação às pressas.
“A temporada mais longa exigia flexibilidade. Com 12 jogos, garantimos que ninguém fique ‘encostado’ tão cedo”, justificou um porta-voz da CBF ao divulgar a mudança.
Impacto imediato no elenco alviverde e no mercado
Para o técnico Fernando Seabra, a impossibilidade de perder três titulares funciona como alívio técnico, mas reduz opções de caixa. Ronier e Pedro Rocha formam a dupla de ataque mais utilizada em 2026, enquanto Vini Paulista, apesar de só cinco vezes como titular, entrou em todas as rodadas – mostrando regularidade rara no elenco.
Com receitas limitadas após duas janelas discretas, o Coritiba pretendia capitalizar sobre alguma venda. Agora, precisará negociar nomes como Maicon, Bruno Melo ou Breno Lopes, que ainda estão em 12 jogos e podem ultrapassar o limite no próximo sábado às 18h30, diante do Vitória (transmissão Globo). Para efeito de comparação, no regulamento anterior o bloqueio ocorria já na 7ª partida, o que reduziu drasticamente as transações em 2025 e gerou críticas de agentes.
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Crédito da imagem: Divulgação / AGIF