Santa Rosa se posiciona como hub da nova economia de baixo carbono
Fenasoja Soy Summit — realizado em 30 de abril no Centro Cívico Cultural de Santa Rosa — coloca o agronegócio gaúcho no centro da corrida global por cadeias produtivas descarbonizadas, discutindo como a soja pode gerar energia renovável e novos mercados.
- Em resumo: líderes do agro, ciência e indústria alinham estratégia para tornar a soja brasileira referência em carbono zero.
Pressão regulatória acelera transformação do campo
Com a regulação europeia de carbono já em fase de testes, exportadores sentem a urgência de medir emissões e comprovar rastreabilidade. O debate em Santa Rosa destacou que a competitividade do grão dependerá da sua “pegada climática”, não apenas da produtividade.
“O mundo não quer só produto. Quer saber como ele foi produzido”, resumiu Erasmo Battistella, ao defender que energia renovável e soja caminhem juntas.
Do combustível de aviação ao biogás: novas rotas de receita
Os painéis revelaram oportunidades que vão além do biodiesel. O SAF (combustível sustentável de aviação) projeta demanda anual de 6 bilhões de litros até 2030, enquanto o biogás de resíduos agrícolas já atrai fundos de investimento. Especialistas lembraram que o Brasil, com safra superior a 150 milhões de toneladas, possui escala rara para capturar esse mercado.
Inovação dentro da porteira e fora dela
Empresas como Bayer apresentaram ferramentas de agricultura de precisão para reduzir insumos e emissões. Já pesquisadores, a exemplo de Luiz Carlos Molion, reforçaram que previsibilidade climática será peça-chave na tomada de decisão do produtor, que passa a ser ator ativo na agenda energética.
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Crédito da imagem: Divulgação / Fenasoja