Nota interna escancara racha na esquerda gaúcha e pressiona 2026
Fortalece PSOL RS publicou recentemente um documento que contesta o apoio do PT a Juliana Brizola (PDT) e abre caminho para que o partido apresente Pedro Ruas como candidato ao Palácio Piratini nas eleições de 2026.
- Em resumo: PSOL ameaça lançar chapa própria para “derrotar a extrema-direita” no Estado.
Crítica ao PT e defesa de programa radicalmente à esquerda
No texto, o grupo acusa o PT de promover uma “intervenção à direita” e defende propostas como a reestatização da água e da energia elétrica, além de barrar privatizações na educação estadual. A movimentação sinaliza uma crescente fragmentação do campo progressista, cenário que, segundo analistas citados pela G1, tende a favorecer legendas de centro e direita quando há divisão de votos.
“Nosso objetivo central é derrotar a extrema-direita no Estado e no cenário nacional”, diz o documento divulgado no domingo (12).
Efeito dominó na estratégia eleitoral do Rio Grande do Sul
Se confirmada, a candidatura de Pedro Ruas recolocará no tabuleiro um dos quadros históricos da legenda. Ruas foi deputado estadual por quatro mandatos e, em 2020, conquistou uma das cadeiras mais votadas da Câmara de Porto Alegre. Em 2018, o PSOL gaúcho ficou sem representação na Assembleia, mas conseguiu 8,6% dos votos para o Piratini com Roberto Robaina, indicando um eleitorado consolidado que pode crescer em meio à polarização.
Além da disputa interna à esquerda, o PSOL mira o adversário Luciano Zucco (PL), que aparece como favorito no campo conservador depois de ter sido o deputado federal mais votado do Estado em 2022. A antecipação desse embate deve obrigar PT, PDT e PCdoB a revisarem alianças para evitar novo “efeito 2018”, quando a pulverização de candidaturas ajudou a direita a vencer no primeiro turno.
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Crédito da imagem: Divulgação / PSOL-RS