Subsídios e cortes de imposto viram arma da AL contra choque do petróleo

ELIANE RIBAS SCHEMELER
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Entenda por que especialistas temem recessão global se o barril superar US$110

Fundo Monetário Internacional (FMI) alerta que o barril a US$105 já pressiona a inflação mundial, e a América Latina corre para blindar consumidores com pacotes emergenciais de subsídios, desonerações fiscais e novos acordos sindicais.

  • Em resumo: governos latino-americanos adotam incentivos bilionários para evitar disparada de preços e greves no setor de energia.

Alta do petróleo reacende temor de recessão

A cotação do Brent orbitando US$105, impulsionada pela guerra no Irã, reacendeu memórias da crise de 1979. Segundo dados compilados pela Reuters, cada US$10 de acréscimo no barril adiciona até 0,4 ponto percentual à inflação global.

“O piso de US$110 pode ser o gatilho para uma recessão mundial”, alertou o WEO há duas semanas, ao projetar desaceleração sincronizada das principais economias se o conflito se prolongar.

Medidas imediatas da região

Para conter o impacto no bolso do consumidor, ministérios da Economia de vários países ampliaram subsídios a combustíveis, reduziram temporariamente impostos sobre eletricidade e autorizaram estatais a renegociar contratos com sindicatos, mantendo postos de trabalho e evitando greves no pico da demanda.

Especialistas recordam que, durante o choque de 2022, políticas desse tipo ganharam cinco meses de fôlego aos lares latino-americanos, mas geraram déficits adicionais de 1% do PIB. Agora, analistas projetam esforço fiscal semelhante, ainda que com margem menor, diante do ciclo de alta de juros iniciado em 2023.

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Crédito da imagem: Divulgação / El País

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