Superlotação transforma patrimônio da UNESCO em palco de pânico coletivo
Citadelle Laferrière – Pelo menos 30 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas na icônica fortaleza haitiana, no último domingo, quando a multidão perdeu o controle minutos antes de uma celebração anual que costuma atrair fiéis, turistas e curiosos.
- Em resumo: Superlotação provocou correria fatal antes do início da festa tradicional.
O que provocou a correria
De acordo com autoridades locais, o pátio interno da fortaleza — erguida no início do século XIX a 900 metros de altitude — já estava acima da capacidade quando um empurra-empurra deflagrou o tumulto. Testemunhas relataram que, ao ouvir gritos de alerta, a multidão tentou recuar ao mesmo tempo, gerando pisoteamento em pontos de passagem estreitos. Relatos preliminares coletados por agências internacionais indicam que muitas vítimas eram idosos e crianças.
“A fortaleza estava lotada bem antes do início oficial da cerimônia”, afirmaram representantes do Ministério do Turismo e Patrimônio do Haiti.
Pressão sobre segurança de patrimônios históricos
Construída por Henri Christophe para proteger a recém-independente nação haitiana, a Citadelle é considerada a maior fortificação das Américas e foi tombada pela UNESCO em 1982. Apesar da relevância cultural, o monumento luta contra a falta de infraestrutura adequada para receber grandes eventos: acessos estreitos, rotas de evacuação mal sinalizadas e ausência de pessoal treinado em controle de multidões.
Especialistas lembram que, nos últimos cinco anos, outros sítios históricos do Caribe registraram incidentes semelhantes, reforçando o alerta para planos de contingência específicos. A Organização Mundial do Turismo recomenda que locais com fluxo superior a 5 mil visitantes por dia mantenham brigadas próprias de emergência e sistemas de comunicação em tempo real — medidas ainda distantes da realidade haitiana.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters