Supremo mantém cárcere de ex-chefe do BRB por propina milionária

Deivid Jorge Benetti
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Ministros veem risco de sumiço de provas e blindam investigação bilionária

Segunda Turma do STF – Em sessão virtual concluída nesta quarta-feira, o colegiado consolidou 3 votos a 0 para sustentar a prisão preventiva de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), suspeito de negociar R$ 146,5 milhões em propina com o empresário Daniel Vorcaro.

  • Em resumo: Corte aceitou argumentos de risco econômico e possível destruição de evidências.

Relator cita “mandatário oculto” e vota por prisão

O ministro André Mendonça, relator da quarta fase da Operação Compliance Zero, classificou Costa como “verdadeiro mandatário” de Vorcaro dentro do BRB. No parecer, Mendonça sustenta que a custódia preventiva evita combinação de versões e a ocultação de ativos, postura avalizada por Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. Detalhes do voto foram noticiados primeiro pelo portal G1, reforçando a gravidade do caso.

“A prisão garante a ordem econômica e a recomposição dos danos causados pelos ilícitos”, frisou Mendonça no despacho que deflagrou a operação.

Propina paga já soma metade do montante prometido

Dados da Procuradoria-Geral da República indicam que R$ 74,6 milhões dos valores acertados em imóveis já teriam sido repassados. A PF investiga ainda se a participação de Costa facilitou a tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB, operação que teria sido arquitetada para mascarar carteiras fraudulentas. Especialistas lembram que escândalos semelhantes, como o do Banestado nos anos 2000, geraram perdas bilionárias e mudanças na regulação bancária.

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Crédito da imagem: Divulgação / BRB

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