Declaração misógina de conselheiro americano acirra tensão diplomática
Janja da Silva — Em postagem recente, a primeira-dama classificou como “impossível não se indignar” a fala do empresário Paolo Zampolli, aliado de Donald Trump, que chamou mulheres brasileiras de “raça maldita” e “programadas para causar confusão”.
- Em resumo: Zampolli, ex-marido de uma brasileira, virou alvo de repúdio oficial e pode enfrentar pressão diplomática.
Falas de ódio e histórico de violência sob escrutínio
Zampolli, nomeado em 2020 como enviado especial dos Estados Unidos para temas globais, concedeu a polêmica entrevista à rádio italiana RAI. A repercussão foi imediata: o Ministério das Mulheres citou em nota que misoginia é manifestação criminosa e cobrou responsabilização do conselheiro.
“Não somos programadas para nada. Somos pessoas com voz, com sonhos e lutamos diariamente para viver com dignidade e liberdade para sermos quem quisermos.” — Janja da Silva
Influência política e disputa judicial aumentam a controvérsia
Além das ofensas, Zampolli é acusado pela ex-mulher, Amanda Ungaro, de violência doméstica e de ter articulado sua deportação em 2025. Documentos citados pelo The New York Times indicam que ele acionou agentes do ICE logo após a prisão da brasileira em Miami, episódio que evidencia o alcance de sua rede de contatos dentro do governo Trump.
Analistas lembram que o caso ocorre enquanto Trump busca retomar capital político para a corrida eleitoral de 2028, e qualquer novo incidente envolvendo aliados reforça críticas sobre a tolerância do ex-presidente a discursos de ódio.
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Crédito da imagem: OLIVER BUNIC / AFP