Gastos sem freio em ano eleitoral expõem falácias econômicas

Deivid Jorge Benetti
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Promessas grandiosas chocam com a realidade fiscal e podem pesar no seu orçamento

Lula abriu a temporada eleitoral de 2026 prometendo obras e programas robustos, mas sem mencionar cortes de gastos – um silêncio que reacende o debate sobre o custo real dessas promessas para a economia brasileira.

  • Em resumo: Candidatos evitam falar em austeridade para não frear pacotes de benefícios em ano de voto.

Austeridade some dos palanques

No calor da campanha, líderes governistas e oposicionistas concordam em uma coisa: gastar mais. Especialistas lembram que, quando o Tesouro gasta sem limite, a conta aparece na dívida pública e nos juros. Segundo levantamento recente da agência Reuters, o Brasil já destina cerca de 5% do PIB apenas para rolagem da dívida — dinheiro que poderia ir para saúde ou educação.

“Meus queridos, não se distribui aquilo que ainda não existe”, ironizava Delfim Neto, lembrando que crescer vem antes de dividir.

Redução da jornada 6×1: quem paga essa conta?

O projeto que extingue o sistema 6×1 deve ir a voto ainda neste semestre. Embora sedutora, a medida pode elevar custos trabalhistas em até 15%, de acordo com cálculos da Confederação Nacional da Indústria. Países da OCDE que adotaram semanas mais curtas só o fizeram após décadas de ganhos sustentados de produtividade — algo que o Brasil ainda persegue.

Juros altos são causa ou consequência?

Muitos candidatos culpam bancos pela Selic de dois dígitos, mas ignoram que o prêmio de risco dispara quando o mercado duvida da capacidade de pagamento do Estado. Para fechar as contas, leilões diários de títulos incham a dívida e empurram a taxa para cima, completando um ciclo vicioso que afeta diretamente o crédito do consumidor.

O que você acha? A retórica eleitoral deveria incluir o preço de cada promessa? Deixe sua opinião. Para mais análises sobre política e economia, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / O Sul

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CEO e fundador com atuação em Porto Alegre e região metropolitana. Comunicador e produtor de conteúdo jornalístico, lidera a criação de reportagens, coberturas ao vivo e projetos multimídia voltados à informação local, com presença ativa nas redes sociais e plataformas digitais. À frente do MPV, desenvolve um trabalho independente focado em dar visibilidade a temas de interesse público, aproximando a comunidade das notícias do dia a dia com linguagem acessível e dinâmica. Seu trabalho se destaca pela agilidade na apuração, proximidade com o público e compromisso com a informação. .