Parecer positivo intensifica a disputa política pela cadeira deixada por Barroso
Jorge Messias avançou mais um passo rumo ao Supremo Tribunal Federal após o senador Weverton Rocha (PDT-MA) protocolar, na última terça-feira (14), relatório favorável à sua indicação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
- Em resumo: CCJ vota o parecer nesta quarta (15) e a sabatina está marcada para 29 de abril.
Trâmite na CCJ vira termômetro do plenário
A expectativa dentro da Casa é de que o parecer seja aprovado com folga, refletindo entendimentos costurados entre líderes governistas e parte da oposição. Segundo informações da agência Reuters, o Planalto intensificou a articulação política para garantir quórum confortável ainda em abril.
“Ele preenche todos os requisitos: notório saber jurídico, reputação ilibada e trajetória brilhante”, registrou Weverton Rocha no documento enviado à CCJ.
Quem é o “Bessias” e por que sua chegada preocupa e agrada
Messias, 45 anos, ganhou visibilidade nacional em 2016, quando foi citado pela então presidente Dilma Rousseff em áudio da Operação Lava Jato. Procurador da Fazenda Nacional desde 2007 e hoje advogado-geral da União, ele soma passagens pela Casa Civil, Ministério da Saúde e Banco Central. Evangélico praticante, sua presença no STF é vista como ponte política com a bancada religiosa, hoje composta por 15 senadores.
Se aprovado, o pernambucano ocupará a vaga aberta com a saída de Luis Roberto Barroso, mantendo a tradição recente de escolhas palacianas alinhadas ao Executivo. Com isso, o presidente Lula totalizará três indicações à Corte em seu mandato, algo que pode redefinir votos em temas sensíveis como marco temporal indígena e descriminalização de drogas.
No tabuleiro político, a movimentação também dilui pressões internas: o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), chegou a cogitar o nome de Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para o posto, mas recuou após o envio formal da mensagem presidencial ainda antes da Semana Santa.
O que você acha? A aprovação de Messias fortalece ou fragiliza o equilíbrio de forças no Supremo? Para acompanhar todos os lances da pauta em Brasília, acesse nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Divulgação / Jovem Pan