Troca de farpas expõe tensão crescente entre Senado e Supremo
Alessandro Vieira rebateu, nesta quarta-feira, declarações de Gilmar Mendes e acusou o ministro do Supremo Tribunal Federal de usar decisões judiciais com finalidade política, acentuando o atrito institucional em Brasília.
- Em resumo: senador diz que Mendes “atua politicamente” e distorce a Constituição para atender interesses de ocasião.
O estopim da nova crise institucional
O conflito ganhou corpo depois que Gilmar Mendes criticou, em evento público, possíveis “abusos” do Parlamento na condução de investigações. Vieira reagiu imediatamente, afirmando que o magistrado “transforma votos em atos de campanha”. Segundo reportagem da Reuters, choques entre o STF e o Congresso têm se tornado mais frequentes desde 2019, alimentados por julgamentos de forte repercussão política.
“Quando um ministro usa o tribunal para fazer política, perde-se a confiança na imparcialidade que a Constituição exige”, disparou o senador.
Histórico de embates e o que está em jogo
Este não é o primeiro embate entre os dois poderes. Em 2020, Mendes já havia criticado a CPI da Covid, e congressistas devolveram chamando o ministro de “partidário”. Analistas lembram que, nos últimos dez anos, o STF anulou ou reformou mais de 60 atos do Legislativo, alimentando a percepção de interferência recíproca. Para especialistas em direito constitucional, a tensão compromete pautas urgentes, como a reforma tributária, que precisa de harmonia para avançar.
O que você acha? A escalada de declarações coloca em risco a cooperação entre poderes? Para mais análises, acesse nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Divulgação / Senado Federal