Investida de Zema acirra debate sobre limites do Supremo
Romeu Zema – pré-candidato à Presidência, elevou o tom ao defender, recentemente, que o Senado abra processo de impeachment contra o ministro Gilmar Mendes, acusando o Supremo Tribunal Federal de se tornar “causador de conflitos” na política brasileira.
- Em resumo: Governador de MG quer que o Congresso enquadre o STF e afaste Gilmar Mendes do cargo.
Por que o impeachment de Gilmar voltou ao radar
Zema retomou pedidos antigos arquivados pelo Senado e argumenta que decisões monocráticas de Mendes teriam extrapolado a Constituição, tese que ganha eco entre parlamentares de oposição. Conforme levantamento da BBC News, mais de 60 requerimentos semelhantes foram protocolados desde 2002, mas nenhum prosperou.
“Hoje o STF, que deveria pacificar, virou o principal gerador de conflitos no país”, criticou Zema ao citar Gilmar Mendes nominalmente.
Repercussão e impacto no cenário eleitoral
A ofensiva reforça a estratégia de Zema de dialogar com a base conservadora que viu em 2023 o Senado arquivar todos os pedidos de impedimento contra ministros do Supremo. Historicamente, nenhum magistrado da Corte foi afastado desde 1891; a Constituição determina que apenas o Senado pode abrir e julgar o processo, exigindo dois terços dos votos em plenário.
A mobilização coincide com outras pressões institucionais, como a PEC que limita decisões individuais de ministros e a ideia de mandatos fixos. Analistas indicam que a pauta pode impulsionar a visibilidade de Zema, mas também tensiona a relação entre Executivo, Congresso e Judiciário em ano pré-eleitoral.
O que você acha? O Senado deve pautar o pedido de Zema ou o tema ficará só no discurso? Para mais análises, acesse nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Divulgação / Gazeta do Povo